BC ainda defende postura vigilante na batalha contra a inflação

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O Comitê de Política Monetária (Copom) não mudou a sua mensagem de política monetária, que continua exatamente a mesma de 50 dias atrás, apesar das especulações criadas pelo conteúdo de seu último comunicado, divulgado anteontem. O Valor apurou que o Banco Central entende ser necessário seguir vigilante para minimizar riscos de que os níveis elevados de inflação persistam no horizonte relevante de sua política de juros.

O Comitê de Política Monetária (Copom) não mudou a sua mensagem de política monetária, que continua exatamente a mesma de 50 dias atrás, apesar das especulações criadas pelo conteúdo de seu último comunicado, divulgado anteontem. O Valor apurou que o Banco Central entende ser necessário seguir vigilante para minimizar riscos de que os níveis elevados de inflação persistam no horizonte relevante de sua política de juros.

Na quarta-feira, o Copom repetiu a íntegra do comunicado da sua reunião anterior, de 28 de maio. "Avaliando a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, manter a taxa Selic em 11,00% a.a., sem viés."

A aposta que se formou no mercado financeiro é que essas mesmas palavras, agora, tenham assumido um significado completamente diferente. Ou seja, em vez de o Banco Central se manter vigilante com a inflação, retomando a alta de juros caso se mostre necessário, a autoridade monetária estaria disposta a baixar a taxa básica já em setembro, devido a preocupações com a fraca atividade econômica.

Na reunião anterior, em 28 de maio, a explicação colhida pelo Valor para o comunicado é que o Banco Central não havia jogado a toalha na sua batalha de combater a inflação e que continuaria alerta. Essa mensagem de 50 dias atrás permanece válida agora. Desta forma, embora a sua sinalização seja de que manterá a taxa básica em 11% ao ano pelo tempo necessário para fazer a inflação entrar numa tendência de convergência para o centro da meta no horizonte relevante da política monetária, o BC pode voltar a subir os juros caso seja necessário.

O IBC-Br, divulgado ontem pelo próprio Banco Central, mostrou que houve uma contração de 0,18% no Produto Interno Bruto (PIB) em maio. A despeito de sinais como esse de debilidade da economia, a realidade é que, até o momento, a evolução da inflação não está tranquila.

Os índices de preços acumulados em 12 meses seguem altos, contribuindo para a resistência da inflação. Há uma expectativa de que a abertura do hiato do produto vá contribuir para arrefecer as pressões inflacionárias, mas o ajuste de dois preços relativos na economia (câmbio e tarifas) cria um ambiente desafiador para a coordenação das expectativas.

Já faz algumas semanas que existe a aposta, no mercado, de que o Banco Central poderá vir a baixar os juros. Essa convicção que se forma, porém, não se baseia no que a autoridade monetária sinalizou - na verdade, ela ocorre a despeito das indicações.

Ao divulgar o relatório de inflação de junho, o diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, descreveu assim a diretriz de política monetária: "Em momentos como o atual, a política monetária deve se manter vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos 12 meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária."

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, renovou a mensagem numa entrevista para um órgão interno da instituição: "Em momentos como o atual, onde a inflação acumulada em 12 meses ainda mostra resistência, a política monetária deve se manter vigilante para mitigar riscos".

 Fonte: Valor econômico

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