Caixa vai legalizar bolões nas lotéricas

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Hoje proibidos, jogos coletivos poderão ser feitos sem problemas a partir de outubro. Cada participante terá o seu comprovante A Caixa Econômica Federal decidiu, finalmente, atender a uma antiga reivindicação dos apostadores e dos agentes lotéricos: vai regulamentar os tradicionais bolões como os da Mega Sena. Embora seja uma prática antiga entre os brasileiros, principalmente quando os prêmios acumulam, os jogos coletivos são proibidos pelo banco, que pune com multa e suspensão as casas pegas no esquema.

Hoje proibidos, jogos coletivos poderão ser feitos sem problemas a partir de outubro. Cada participante terá o seu comprovante

 

A Caixa Econômica Federal decidiu, finalmente, atender a uma antiga reivindicação dos apostadores e dos agentes lotéricos: vai regulamentar os tradicionais bolões como os da Mega Sena. Embora seja uma prática antiga entre os brasileiros, principalmente quando os prêmios acumulam, os jogos coletivos são proibidos pelo banco, que pune com multa e suspensão as casas pegas no esquema.

"Decidimos trazer os bolões para a legalidade", disse um técnico envolvido com o assunto. Segundo ele, de nada adianta as determinações da Caixa. Mesmo correndo todos os riscos, os apostares recorrem ao sistema de bolão. É comum amigos e colegas de trabalho juntarem uma determinada quantia para fazer um ou vários jogos. Dessa forma, a chance de ganhar aumenta. Mas o risco é grande porque, até o momento, não importa o valor nem a quantidade de jogadores, da máquina das lotéricas sai um único boleto. E é com ele que o ganhador consegue receber o prêmio. Ou seja, o portador pode alegar que jogou sozinho e sumir com o dinheiro.

Divisão
Nos jogos que são feitos pela própria lotérica e vendidos aos apostadores, o risco aumenta. Ninguém, nem a própria Caixa, sabe em quantas parcelas aquele único jogo foi dividido e, como é irregular, os apostadores sequer têm a certeza de que a loja registrou as apostas. Que o digam os 38 moradores da cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que, em 2010, compraram cotas de um bolão da lotérica Esquina da Sorte para a Mega Sena e acertaram as dezenas sorteadas. Na hora de cobrarem o prêmio, uma grande frustração: a aposta não havia sido registrada e a bolada que levariam foi acumulada para o próximo sorteio.

Situações como essa farão, em breve, parte do passado. O superintendente de Loterias da Caixa, Gilson César Pereira Braga, disse que, nos próximos três meses, a regulamentação dos bolões, que já está em fase de teste, estará sacramentada. Segundo ele, os jogos coletivos passarão a contar com toda a segurança. As máquinas das lotéricas estão sendo reprogramadas para soltar comprovantes de bilhetes para todos os participantes. De posse do papel que dá direito ao prêmio, se o bolão for sorteado, cada um receberá a sua respectiva cota do total.

Braga lembrou que, logo após o escândalo de Novo Hamburgo, a Caixa pediu autorização ao Ministério da Fazenda para regulamentar os jogos coletivos. Com o sinal verde, passou a promover as mudanças necessárias nos sistemas de sorteio.

Novos negócios
As novidades nas lotéricas não param por aí. Em breve, a Caixa homologará as apostas feitas pela internet, hoje também em fase de teste, mas restritas aos clientes da instituição, e os agentes lotéricos serão autorizados a prestar outros serviços à população, além de jogos e serviços bancários. O diretor de Rede da Caixa, Paulo Nergi, disse que os parceiros contarão com melhores condições para atuar na área negocial, mas não adiantou que novos serviços estarão disponíveis.

A Caixa sabe que é pelas lotéricas que a nova classe média se relaciona com a instituição e a rede dessas lojas é muito superior à de agências: 11,4 mil contra pouco mais de 3 mil. A meta é abrir mais mil unidades neste ano, 700 delas em municípios sem qualquer assistência bancária. Já a Caixa promete inaugurar 540 agências. Para as lotéricas, é importante ampliar a oferta de serviços, porque agregarão ganhos. Hoje, as lojas recebem 9% da arrecadação com jogos, mais tarifas sobre operações bancárias, como pagamento de contas, venda de seguros e abertura de conta-corrente e de poupança.

» Recordes

O volume de transações nas redes de loterias aumentou 9,1% nos primeiros seis meses de 2012 em comparação à média dos últimos cinco anos. O recorde de operações ocorreu no dia 8 deste mês: 1.504 por segundo em todo o país. Já a arrecadação disparou 18,1%. Apenas em junho, passou de R$ 25 bilhões.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

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