Mercado reduz PIB para 3,16% em 2011

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De acordo com levantamento feito semanalmente pelo Banco Central entre instituições financeiras e empresas de consultoria, a previsão é que o PIB (soma de todas as riquezas produzidas no país) deve aumentar apenas 3,16% em 2011. Até a semana passada, os analistas esperavam uma expansão de 3,20%. Um mês atrás, a expectativa estava em 3,42%.

Expectativa de fraco desempenho econômico aumenta o espaço para baixar a Selic

Diante dos sinais cada vez mais fortes de desaceleração no ritmo de atividade, o mercado financeiro reduziu pela sexta vez consecutiva as estimativas para o crescimento da economia neste ano.

De acordo com levantamento feito semanalmente pelo Banco Central entre instituições financeiras e empresas de consultoria, a previsão é que o PIB (soma de todas as riquezas produzidas no país) deve aumentar apenas 3,16% em 2011. Até a semana passada, os analistas esperavam uma expansão de 3,20%. Um mês atrás, a expectativa estava em 3,42%.

Embora quando se considera o ano com um todo a previsão ainda seja a de crescimento, a aposta da maior parte dos especialistas é de que, no terceiro trimestre, a economia tenha caído entre 0,1% e 0,3%.

Para os últimos três meses do ano, os prognósticos também são de queda, ganhando força a tese de que o país já estaria vivendo um período de recessão — definida tecnicamente como recuo do PIB por, pelo menos, dois trimestres consecutivos.

A situação precária da indústria, que há meses patina sem conseguir retomar um ritmo consistente de crescimento, reforça os argumentos mais pessimistas. Conforme as análises do mercado, entre a semana passada e a atual, o cenário piorou e, agora, a expectativa é de que a produção do setor registre expansão de 1,55% em 2011, número 0,28 ponto percentual menor que a previsão anterior.

Preocupação

Com a desaceleração acentuada da economia, o mercado refez também os cálculos e passou a projetar uma redução mais rápida da inflação. No último Relatório Trimestral, o BC foi contestado pelos analistas quando projetou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficaria em 6,4% neste ano.

Nesta semana, pela primeira vez em vários meses o mercado está prevendo um IPCA abaixo do teto da meta para 2011 — a expectativa foi reduzida de 6,50% para 6,48%.

Diante do quadro de desaceleração e da situação cada vez mais preocupante na Europa, o mercado passou a acreditar que o BC acertou ao reduzir os juros e, além disso, pondera que a autoridade monetária tem espaço para prolongar o ritmo de corte na taxa básica, o que deve levar a Selic, artualmente em 11,50% ao ano, para menos de 10% em 2012.

"As preocupações com o cenário inflacionário se reduziram nas últimas semanas, refletindo  um quadro de atividade econômica mais fraca", observou Maristella Ansanelli, economista-chefe do Banco Fibra. "A redução das tensões na área da inflação, combinada ao aumento das preocupações com a atividade econômica, que têm surpreendido negativamente nos últimos meses, reforça nossa previsão de que será mantido o ciclo de afrouxamento monetário, com ao menos mais três reduções de 0,50 ponto percentual na Selic", afirmou.

Além da política monetária mais frouxa, outro sinal de que a economia está combalida foi a decisão tomada pelo BC na última sexta-feira.

Para impulsionar o comércio neste fim de ano, a autoridade monetária aliviou várias medidas de restrição ao crédito que havia adotado no fim do ano passado, tornando mais baratos os empréstimos e financiamentos de curto e médio prazo. Os especialistas ponderam, no entanto, que elas não devem ser suficientes para impulsionar a economia ainda em 2011.

 

FONTE: Correio Braziliense

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